Sunday, May 17, 2009

The Dark Road Ahead.

Running down on the dark road was our car, silenced by the recent events and confessions. The music flowed from the speakers, breaking the silence around us, but not the one between us.
"Why are you doing this?" she said, gripping the driving wheel stronger than necessary. "I'm not doing anything." I said, even though I knew I was. The thoughts ran through my mind, racing fast and furiously across the last few months.
We were so perfect, so happy.
"This is the best. For me. For you. For us." I said. "Or maybe just for me." I thought, as the tears started forming in her eyes.
She looked down,closing her eyes longer than usual.
Before, the only tears she drew were tears of joy. But I doubted that was the case now.
She was crying.
Then she was shouting.
Then I was shouting.
Our voices mixed with the music, questions being asked, solutions being created, even though we didn't remember the questions.
The car pressed faster through the night. The moon shined over us in the empty road.
Up ahead there was a curve.
She made no indications of slowing.

Based on "The Approaching Curve" by Rise Against.

Thursday, May 7, 2009

Drilling Feeling

"Será como se nunca tivesse existido."
Foi o que disseste.
Mas isso nunca aconteceu,
Por mais que tu quisesses.

A minha mente bloqueou-te,
E o meu coração roubaste.
Porque é que esta dor ficou?
Porque não a levaste?

Esta dor corrói-me
Bem dentro do meu peito.
Esta é a maior dor
Que alguma vez me tinham feito.

Doce ironia do destino,
Porque me queres enganar?
Com ele, estou em perigo de vida.
Sem ele, quero-me matar.

A tua voz, na minha cabeça,
Doce leveza de veludo,
Faz-me viver outro dia,
Apesar de tudo.

A minha vida balança,
Na ponta da navalha.
Vamos lançar os dados do amor,
E ver o que calha.

Não há decisão mais acertada,
Nem perigo mais evidente.
Vou seguir o meu coração,
Escolho-te a ti,para sempre.

Tu és a melodia
E eu a canção.
Juntos fazemos a musica
Do nosso coração.

Monday, May 4, 2009

Sonho

Tomo-te nos meus braços,
Minha pele toca na tua.
Ao ouvido sussurras-me:
"Tu és minha, e eu sou tua."

Os lábios tocam-se.
As mãos unem-se.
Os corações ligam-se.
As almas fundem-se.

Desde o dia mais iluminado
Ao canto mais escuro,
Não importa onde é dado
O beijo mais puro.

Teu peito encostado ao meu,
Teus braços a volta do meu pescoço.
Neste momento divino
Não há dor, não há esforço.

Pousas tua cabeça no meu ombro.
A tua pele ganha uma cor viva.
Para mim, o mundo já não é a preto e branco,
Pois tu saras-te a minha maior ferida.

As nuvens negras do meu coração
Começam-se a afastar.
Foste tu, meu raio de sol,
Que trouxeste luz a este lugar.

Sunday, May 3, 2009

Vicio Puro

Nunca mais ouvi a tua voz,
Desde a ultima vez.
Minha cabeça não trabalha,
E as lágrimas caem a meus pés.

As noites já não são tranquilas
Sem ti a meu lado.
Em vez do teu toque gelado
Sinto dor e desamparo.

Os meses passaram,
A minha vida por um fio.
Teu nome não pronuncio,
E tua cara não imagino.

Minha promessa mantive
Até finalmente perceber
Que o perigo traz a tua voz.
Essa voz, que me faz viver.

Agora, tudo farei
Para minha promessa quebrar.
Tua voz é como uma droga,
Que me dá alento para te amar.

Thursday, April 16, 2009

Pequeno Anjo

Com que sonhas, pequeno anjo,
Nessa cama deitada?
Com que sonhas, pequeno anjo,
Frágil e adoentada?

Sonhas com príncipes e donzelas
Das histórias de encantar?
Ou com as dores deste mundo,
Que teimam em não acabar?

Nessa cama repousas,
Com a tua asa quebrada.
Mesmo assim a tua pele brilha
Como pérolas encantadas.

Aqui sofro, em silencio,
Para não te acordar.
Meu coração te pertence.
Minha alma te quer guardar.

Os teus lindos olhos
Trazem lágrimas aos meus.
Hoje, o Céu está um caos,
Pois o seu anjo mais lindo perdeu.

Mas não desesperes, pequeno anjo,
Em breve voltarás a voar,
Pois não há momento em que este coração
Em ti não esteja a pensar.

E no mais longínquo recanto dos céus,
Ou onde esteja o teu sorriso,
Meu pensamento está em ti,
Meu pedaço de Paraíso.

Monday, March 30, 2009

Será normal?

Será normal que desde que chegastes, eu já receie a tua partida?
Será normal que todo o momento contigo altera a minha vida?

Será normal que, mesmo ao teu lado, eu sinta saudades?
Será normal que, ao pé de ti, não haja entraves?

Será normal que, numa multidão, a minha atenção esteja só em ti?
Será normal que te ache a rapariga mais linda que eu já vi?

Será normal que, quando foste embora, eu comecei a chorar?
É normal,não tenhas medo, é o acto de amar.

Tuesday, March 3, 2009

True Brotherhood

The night is falling,
Expectations grow.
Come on,my friends,
It's time to go.

The day has come,
When pain will cease.
Come on,my friends,
Fight for our peace.

All will fight,
None shall fall
Come on, my brothers,
Listen our call:

"Our blood will dry,
And our tears soak;
But our will of fire
Cannot be broken."

And here we stand,
Motivated and keen.
Come on,my brothers,
It's our time to win!!

Monday, February 16, 2009

Back to the Beginning

Memories return
Pain restarts
No way to escape
This panic attack

The bad days repeat
Inside my head
Those days that I
Wished to be dead

It's not o.k. to feel lonely
When I'm surrounded by everyone
I just wish I could run away
I just wish I could be gone

But I see you
Walk past me
And I hope one day
You'll set me free.

Tuesday, January 27, 2009

O Esgoto da Sociedade - Capitulo VI

Os poucos raios de sol que passam pelo cerco montado pelas nuvens negras que pairam sobre este lugar maldito iluminam aqueles dois opostos em conversação.
Rapaz e rapariga. Preto e branco. Yin e Yang. O Inferno e o Paraíso.
A curiosidade crescia nos pensamentos da rapariga. As perguntas aumentavam a um ritmo estonteante. De repente, o instinto falou mais alto que a razão. A rapariga inquiriu:
"Porquê eu?"
O rapaz sabia esta resposta de cor.
"Porque eu vejo a tua alma, a tua personalidade. Tu és diferente. Tu destacas-te de uma multidão de raparigas idiotas, superficiais e "agarradas" das modas. Até tu notas-te que a tua visão do mundo mudou. Tudo o que antes era importante, agora é banal. O que interessa e envolve a memoria curta do outros para ti é desinteressante. As pessoas repetem-se. Tudo é..."
"Igual..." completa a rapariga, chocada com a sua descoberta.
Era tudo tão estranho, mas ao mesmo tempo tão certo. Aquele rapaz - cuja cara ainda não tinha sido revelada, por estar de costas para si - parecia saber mais sobre ela do que ela própria.
De súbito, uma neblina abate-se sobre eles, tornando tudo num misto de cinzento e negro das nuvens.
O rapaz vira-se e começa a aproximar-se da rapariga. Tudo o que a rapariga vê são os seus intensos olhos verdes, aquelas esmeraldas aprisionadas pela dor e sofrimento que a congelam a cabeça e o corpo a cada passo que davam na sua direcção.
"Agora tens duas escolhas." começou o rapaz, olhando-a olhos nos olhos, bem dentro da sua alma. "Podes sair daqui, não acreditares numa palavra do que te acabei de dizer e revelar o meu esconderijo as almas penadas lá em baixo. Ou podes..."
O rapaz é silenciado pelos lábios da rapariga. O choque inicial deu lugar á retribuição do beijo. A rapariga abraçou-se a ele e carinhosamente encostou-se a ele, rompeu o beijo e pousou a sua cabeça delicadamente no ombro direito do rapaz. Uma sensação de liberdade e felicidade inundou o coração dela. À medida que apagava da sua memória tudo o que tinha tomado como certo até agora, pronunciava as palavras da sua libertação:

"Eu escolho-te a ti."

Monday, January 19, 2009

O Esgoto da Sociedade - Capitulo V

O rapaz vira-se para trás, atordoado com uma voz inesperada. Encontra a rapariga que, com a sua figura, contrasta com as nuvens negras que passam no céu. A pergunta ecoa na sua cabeça. Porquê? Porquê? Porquê?
A pergunta não é nova, e a resposta não é simples...
"Porque o destino assim ditou. Porque a chance nunca me foi dada para ser um deles. Porque mesmo que essa chance me fosse oferecida, eu nunca a aceitaria. Porque eu gosto da minha individualidade. Porque conviver com essas pobres almas penadas por "tendências", "modas" e outros afins estúpidos nesta sociedade construída a cuspe e "popularidades" seria impossível e impensável."
A rapariga ouviu cada palavra, absorvendo cada silaba, como uma esponja. Aquela realidade era inconcebível, irreal, dolorosa demais para sequer pensar. Mas o rapaz vivia nela.
"Mas porque não os aceitas como eles são?" tenta a rapariga perceber.
O rapaz dá um escasso riso, olhando para o horizonte distante.
"Eu tentei. Foram eles que não me aceitaram a mim. Um grande homem uma vez disse: "Quem torna as revoluções pacificas impossíveis, torna as revoluções violentas inevitáveis." Eles rejeitam-me por ser quem sou. Esta é, ao mesmo tempo, a minha eterna maldição e o meu maior poder.

O poder da individualidade. A revolução silenciosa..."